
Hoje foi apresentada a candidatura de Cavaco Silva à presidência da Republica.
Sou fan de Cavaco. Confesso.
Cresci sobre o jugo do “cavaquismo”. Com ele passei parte da minha infância e adolescência. Foram tempos de mudança e de forte crescimento para Portugal. Os fundos da CEE entraram em força em Portugal nessa altura e contribuíram para um enorme desenvolvimento. Não tinha consciência política na altura, mas sei como se vivia em Portugal. Como viviam os meus pais e avós, como viviam os pais dos meus amigos e sei que o sentimento é: “Estourou-se tanto dinheiro nessa altura, mas nunca se viveu tão bem em Portugal…”. Mais ou menos isso…
Portugal hoje está numa conjectura económico-social complicada. Não desenvolve. Não produz. As pessoas não acreditam nos partidos. Começam somente a acreditar nas pessoas. Algumas. Será o modelo presidencialista francês mais indicado do que o nosso do governo “tachista” constitucional? É que sinceramente, só mudam mesmo as cores e as caras…
O discurso de Cavaco foi prudente. Demarcou-se do seu partido, demarcou-se da crítica fácil a Soares e demarcou-se dos que desejam um regime mais presidencialista. Inteligente e eloquente. Como sempre nos habituou.
Confio em Cavaco. Acho que é um político sério, como também o é Manuel Alegre, e gostaria imenso que fossem os dois a uma segunda volta (em alternativa do Cavaco à primeira). São duas pessoas admiráveis. Um mais para as economias, outro para as letras., mas ambos brilhantes e que inspiram confiança.
Os dados estão lançados. O país espera avidamente pelas eleições. Que tudo corra pelo melhor.